sexta-feira, agosto 23

Permita-me falar

Permita-me falar? Está escuro lá fora, está nublado, há neblina, faz frio; na floresta, alguns petulantes e líricos insetos fazem festa sinfônica, mais o assobio do vento. É a noite lá fora. Hesito. Devo abrir meu coração? Fecho os olhos, imensidão. Escuto. É serena a espera, mesmo com essa fera para domar. Aprendo. Tomar teus braços num abraço é beber a vida pura, água de beber, que flui e abençoa. Peço. Toda a divina sorte para nós. A humildade de observar-te como um deus, firme e simples, crer tuas palavras como um mantra e ouvir a melodia. Danço. Aos pés de nossos caminhos descalços, sujos de areia, que percorrem os horizontes além. Mergulho. Em teus olhos descubro, elevo mundos, me liquefaço. És puro. Esqueço. E faço votos eternos antes que amanheça.

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