quarta-feira, junho 5

Sintoma

Cresce em meu peito a angústia: amar-te? Quero falar-te, porém não vejo como! Não ouso. Estou presa nesse silêncio hediondo, delicioso que me censura, e toda a doçura dos teus lábios apenas possuo no vento. Ah! Urro calada, como ousaste acariciar minha solidão, tu, com tuas duas belas mãos, ardentes e frias. Agora tremo, temo, te amo? Se me encerro por observar-te, confundo-me nos limites da carne - deliro.

Um comentário:


  1. Do silêncio que não é silencioso, Dúvida criativa:
    Espaço entre ver e falar!

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10:20