sexta-feira, maio 24

Anagogia

Há um canto de pássaro
Um imenso azul do céu
E buganvílias enquadradas
Na janela.
Há meu corpo molhado,
De um banho recém tomado
Em descanso estendido,
Em minha cama prostrado.
Há esta brisa fresca invadindo o quarto
Beijando minha pele como se fossem teus lábios
(Sutileza conhecida somente dos teus lábios).
Há além, longe de tudo e dentro de mim
O silêncio perseverante de todas as horas
A paz
Há um Eu Te Amo a todas as coisas
  calado.
Há, em súplica,
Meu supremo desmoronamento
Por toda beleza e conhecimento
Há este momento, ligeiro,
E não há nada mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

10:20