quarta-feira, março 20

Menino bonito, ai

Se te entrego um verso,
confesso, busco a verdade
detrás dos teus traços, 
neles tropeço
e te encontro à vontade
enlaçado aos véus 
de meu pensamento
surgem ao acaso 
detalhes tão lentos 
ventos
que imaginam nos lábios 
palavras incertas
que erram entre os dedos, trêmulos,
e perdem-se no tempo 
dos teus negros olhos imensos:
símbolos perfeitos
da luminosa escuridão
que em ti carregas –
labirintos, atalhos, travessas
tudo atravesso
imersa no instante
tão mansa e quieta
pois quero falar-te não mais como amiga ou amante
apenas como poeta.

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10:20