segunda-feira, junho 11

Ipanema, último dia

Enquanto caminho à beira-mar,
O movimento das ondas fechando ao movimento dos olhos
O vento compondo a valsa mansa do amanhecer
Abandono-te ao livre pensamento da espuma e das gaivotas,
À serena calma das conchas e dos grãos de areia,
À elegância displicente dos ouriços e dos corais.
Ao calor do Sol que ainda não se denunciou
No horizonte a
bandono-te
Com lágrimas d'alvorada
E um pedido por perdão

Que tu sejas branco como as nuvens
E tenhas a delicadeza lábil
Das nuvens, da espuma, dos pássaros
Que tu sejas forte e que Deus te dê asas.

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10:20