quarta-feira, março 14

II

Morro por distâncias maiores, deleite de horizontes inteiros
A sorte que trago me é desconhecida e a morte salva-me
Da vida não vivida. E enquanto rumo desertos sem chão,
Quantas mortes caberão na minha mão?

Que mundos pairam para além dos mundos, indago os céus,
Pergunto! Quantos véus e cortinas feitos de vento tecem lamentos?
Quantas horas esquecidas habitam-me a casa das memórias?
E a alma trazida, jaz em que tempo?

2 comentários:

  1. A alma trazida..
    no tempo andou esquecida.
    da sua raiz e sua asa.
    Sendo então a memória sua própria casa;
    e a distância um sonho seu.
    Não lembra a Alma em qual peito se perdeu!

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  2. Não lembra a Alma em qual peito se perdeu...

    Bravo!

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10:20