segunda-feira, março 12

Mulher Poeta Cecília

Encontrei-a, efígie minha, desintegrada
Amásia líquida, mar de um colo amado,

És ferida que arde aberta, abençoada!
Liberdade densa de meu pranto ancorado.

Flutuo rasa mares teus profundos
Deságuo desamparada noutros mundos
E caminho peregrina, por tua luz guiada.
 
Estás sempre no vento, brisa presente
És o que permanece ecoando de mim - nascente!
Da quietude, dir-te-ia tudo se me coubesse, um dia, tua voz

Mas não há pesares, sofrimento, não há cura no meu alento
Não há loucura ou descontento, somente uma tristíssima sina
É somente ausência de todo encanto na tua delicadíssima voz.

E neblina.

2 comentários:

  1. Mas que linda homenagem.
    Ela merece muito.

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  2. Muito mais que isso, obviamente,
    entretanto, tenho que me contentar com o pouco que posso oferecer como homenagem.

    Obrigada... =)

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10:20