terça-feira, fevereiro 28

I

Por onde estive em imaginação vagando? Vaga
Que não estava aqui, estava noutro lugar sem sequer estar.
Que mundos distantes ecoavam gritantes? Voaram para longe
Quimeras, ai, quantas eras! Desprendi-me em sonhos e solidão.

Se quando vou, sequer estou, e quando quero, não desespero
Meu quando é todo tempo, a alma, brevidade eterna
Asa invisível que me leva, asa invisível que me eleva. Vou
Alegre e triste neste triste e alegre vôo, acima de tudo
Que existe e sou.

E sangrando por ousar habitar-me, outra vez pergunto:
Por que à parte se quero ser íntegra parte de tudo?

Um comentário:

  1. É a pergunta que me divide, enquanto divido minha atenção entre a parte que me quer no mundo e a parte que quer o mundo em mim.

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10:20