segunda-feira, janeiro 16

Instante

Eu sou este rasgo selvagem de vida
Contemplo o sol e o céu da aurora

De instantes e faíscas, nascida a cada hora
Eu brinco de crer e duvidar.

Meu canto é este canto
Como qualquer outra coisa viva

Voz de gato arranhando vitrola
Sussurro de flor, silêncio de vento
Estandartes do amor
E assim, quero cantar
Pululantes belezas!
Entregas bravias ao mar
De quando eu for, quando chegar

Não tenho horas, senão agora
Não diga-me quando ir embora
Você pode não mais me encontrar
Porque eu sou, já fui
Não frágil existo porque vivo, ao contrário,
Sou presente de minha própria existência
E só.

Um comentário:

  1. Saber-de-si é uma das maiores revelações que podemos saber. Vivemos esquecidos, distraídos, sem saber quem é aquele que no espelho, mora dentro.

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10:20