quinta-feira, dezembro 29

Quem, o arquiteto?

De quem são roubados os versos?
Quem me ensina palavras e em sina me arquiteta?
Quem me antecipa, e me fita com olhos estranhos
e na doce noite me encerra?
Quem traz estas ondas bravas? A coragem? O timbre petulante?
Ao passo que abranda, me fazendo de ciranda. De um girassol,
O sagrado e perpétuo rodopiar. Trazendo consigo o antigo dom
que eu bendigo, de fases em tempos, o vital transmutar.
A vida é o vento, é a água, é instante, é sussurrante
e ameno delirar



Por que tanto me insidia a poética como forma de voar?

Um comentário:

  1. Teu canto é canto bom pra se descansar os olhos; beber o doce, soar o leve, da poesia.
    Teu reino das palavras é rico, charmoso, encantador. Virei muito mais vezes e me convidar pra tomar café. :)

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10:20