domingo, dezembro 18

Abandono

Abandono
Tu traz a morte mais pra perto
Tu abençoa a sorte em desalento...
Tu, como vento, violento
Eu, como anjo, me liberto!
Eu me entrego ao deserto
Num - sempre - duelo
Lento.
Agora tu! Abandono
Me estende esta loucura
Como e em forma de doçura
E me aprazera lá pra dentro
Ao passo que encastoa
A voz, a essência e o tempo,
O último grito meu que ecoa
Na chuva, na luz, na lua
Que se desfaz em espuma
E minha alma lava
No sangue das verdades brancas,
Brancas em sacrifício e em bruma,
(Tu!) Escorre, morre e aqui me tranca!

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