quarta-feira, outubro 12

Um antigo

O que fica de mim, cada vez mais e mais,
Nestas ruas, nestas praças, 
Nestas garrafas vazias de vinho e de amor, 
Neste incessante revirar de horas, 
É um perpétuo e sanguíneo adeus,
É meu íntimo pacto com a morte devorante,
É a minha renuncia ao significado vazio de desperdício. 
Eu busco a verdade.
Afronto minha covardia, dispo-me disfarces, 
Abismos, deslumbres, santuários,
Dispo-me este gozo enfadonho,
Esta matéria vil, este fado mau,
E faço-me sangrar. 

O gosto irreversível extingue-se de minhas entranhas,
Já posso revelar teu árduo nome... "Amor!".

3 comentários:

  1. Li sua poesia triste e bem escrita.
    Lirismo absoluto. Pontos para você para nós do curta-metragem... que a temos como seguidora,agora!

    \O/

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  2. corrigindo.....rsr


    Li sua poesia triste e bem escrita.
    Lirismo absoluto. Pontos para você.

    e para nós do curta-metragem... que a temos como seguidora,agora!

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  3. Bravo, bravo... Do caralho mesmo. Também achei muito bom o design do blog.

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10:20