quarta-feira, outubro 5

A minha alma

Minha cálida alma de cortesã
Crispada em máculas da manhã
Anseia incauta, persiste em vão
O próximo prelúdio de escuridão.

Ninfa noctívaga de níveo olhar
Desconhece claro céu, ou sereno mar
Turbulenta, sombria, no caminho perdido
Sopra, meiga, névoa ao corpo estendido.

Exibe rútilo sorriso e segredos de amante
Desfila em traje carmim seu tom degradante.
E, petulante, entregue a esta ternura brava
Sua lânguida mágoa em minha pele (es)crava.

Em sonhos deformados, nódoas, nicotina
Café, amores passados, nossa trágica sina.

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