domingo, setembro 18

Interlúdio

A mão pousa no joelho
a perna direita
sobre a
esquerda.

Janelas abertas,
olhos no horizonte,
sábios espelhos
de sentença
não pronunciada.

Estás em nenhum lugar
senão no céu

.

Teu brilho exótico
várias manhãs
passados vãos,
dissipando-se entre
minhas mãos.

Sei que me deixarás,

e sei que o sol
a distinguir-se da escuridão
tua partida anuncia.

Nos interlúdios
de noite e dia
Tua carne azul se mistura
com nosso adeus,
há um gosto triste
em meus olhos
que refletem os teus.

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