segunda-feira, agosto 29

Não Outro Qualquer

Continuamos, vivos,
E estamos num mesmo mundo
Mas você, ah,você
Em algum outro tempo
Diferente, distinto, distante


Mas saiba,
Estas tuas estrelas brilham
Para mim também
Em algum outro lugar
Num outro momento qualquer

E nesse brilho atormentado
Posso quase senti-lo
Em minha 
Cruel solidão
Em sonhos,
Posso quase tocá-lo
Com as pontas de meus dedos
De imaginárias mãos

Seu rosto esquecido,
Dente na carne,
Delírios,
Ou algo de belo
Do que (não) restou

Quem sabe assim,
Poderei enganar-me
Com teus olhos
Que são abismos

Verdes ou azuis
Ou tua voz
Que é como um doce vento

Teu silêncio cauteloso,
A redoma,
Que protege minha dor.

Ou qualquer coisa tua que
Ainda não sei distinguir o sabor

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