segunda-feira, agosto 29

Calvário

Cada nova noite sem dormir
um novo poema
de péssimos versos
mas há algo de trágico
no que quero falar

Esteja eu louca ou
perdida,
torturada
por fantasmas
não me afogarei
na busca desesperada
não retornarei
minha face frágil
ao teu abrigo
e tampouco me esconderei
no deserto, ao léu,
às margens de qualquer
gesto teu
ou esperança...

Não perdoarei sequer
um segundo de minha omissão
e não me perdoarei também...

E não direi adeus,
porque não saberia como
e não encontraria nada
além destes péssimos versos
para te dar.

Partirei...

E não me importarei
em fazer de minha vida
um calvário
de meu amor...

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