segunda-feira, julho 11

Memórias

Sob meus olhos ruas desertas desfilaram.
Eram ainda mais desertas que minha solidão,
mais que meus sonhos.

Dei a volta ao mundo de bicicleta.

Vi o sol queimar, explodir, raiar, até dançar
eu vi!
Eu via a lua derreter,
correndo nua por mil planetas.

Inventei poemas imortais
Que para sempre foram esquecidos
Antes mesmo de...

Eu sorri,
Sorri a todos que passaram
Ah, eu os amei!

Eu li trinta e quatro livros insones
em volta da lua azul da noite sem fim.

Eu me sujei na lama fétida e sórdida
das virtudes humanas.
Eu brinquei na eternidade,
tornei-me eternidade.

Surrei todos os jeans de meus amantes
E rasguei as amarras de minha mente.
Eu cheguei quase lá...
Eu respirei fundo...

Eu ouvi Deus
Deus gritou comigo!
Dizia:
Levante-se de seu caixote!
Levantei-me então de meu caixote
e corri por ai.

Corri por ai e fui maior que o louco
medo da noite!
Fui maior que todos os loucos!
Fui maior que todos os deuses humanos
semi naturais que não sabem amar!

Ah, eu me matei de amor no vazio
iluminado, transcendental da bondade.

Eu te matei depois!
Bahahaha

Isto é um teatro e talvez estejamos mortos
Somos fantasmas!
Somos energia cósmica viajando

Estamos loucos, mais do que mortos,
então,
ainda há uma chance!

Somos poeira, mas ainda há vinho
e marijuana e rock n’roll eterno dos mortos
e jazz eterno dos cegos e mortos
e dança eterna dos que vivem
.
Ainda há um poeta, eu o conheço bem
Tem os olhos de um menino, será sempre um menino
Graças a Deus ele não é Deus e ele está aqui comigo!
Graças a Deus ele não é Deus
então talvez ele ainda possa sorrir!
(e acender seus cigarros).
(e fazer amor comigo).
(e e).

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