terça-feira, maio 10

Tap tap tap
albatroz solitário
solitário albatroz

No alto
o céu

solitário
triste
o céu
amargo céu
amarga nuvem

ESTRELAS QUE ZOMBAM DE NÓS
do nosso brilho pequeno
infinitamente
pequeno

minha doce solidão
de café sem açúcar
e música sem vida,
e pior,
vida sem música,
e

pernas sem sexo
olhares sem alma
redemuinhos perdidos
indo e vindo
esquinas em caminhos
que levam a nenhum lugar
e nós vamos mesmo assim
nós vamos e voltamos
e queremos nosso amor
no céu de papel
nossos contos de fadas!

e é sempre mais um adeus

vida vai
vida vem
não vem não
não vem

tap tap tap

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