domingo, maio 16

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Naqueles minutos de silencio e compreensão que compartilhamos, nas noites em achávamos que de tudo éramos capazes, chegamos a ser tão completos e ao mesmo tempo a infelicidade sempre nossa companheira. Aquela insatisfação constante e crescente quando mais nada podíamos desejar. Há algo entre nós, um oceano inteiro, uma despedida calada, um último olhar de decepção e uma tentativa de sorriso consolador, como quem diz “então é isso, vai ficar tudo bem” quando a única certeza é de que não, nada ficará bem de novo. A nossa compreensão mutua e a incompreensão em relação a todo o resto. Há ainda, nossa felicidade não cantada. Tudo o que poderíamos ter sido... E a sensação de ter perdido o jogo, e ainda pior: a de estar perdido no meio de tudo o que nos separa. Há, de fato, um abismo entre nós.

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