sábado, dezembro 5

Desespero

Sentia sua falta, e porque sentia sua falta precisava de você perto de mim. Perdia-me em labirintos de pensamentos aprisionados e tendia a te procurar em cada sorriso alheio. Não te sentia perto, e por isso sentia um vazio surgir pelas arestas de minha mente. Caminhava, caminhava e caminhando não te encontrei em nenhum lugar. Cada busca desesperada e cada separação silenciosa, tudo me parecia fora do lugar, bagunçado. As ruas me levavam a lugar nenhum e os corpos não me davam prazer algum. Sofria. Aprisionada em tua ausência, que me consumia como se fosse fogo. Eu esperava. Esperava bonita. Esperava cheirosa. Esperava que me chegasse logo, me mostrasse a verdade e me dissesse que aquilo que vivíamos era loucura, insanidade. Precisava muito, e porque muito precisava me afogava nos segundos de cada hora e nas estrelas de cada céu. Lá. Bem lá, onde a escuridão além da luz não pode ser vista, apenas sentida. Onde a imensidão da eternidade apavora enquanto espero a distancia passar.

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