sábado, março 7

Uma lembrança sem título

E naquele instante eu vi. Vi em sua dor todo o nosso passado, afogado em lágrimas escondidas por trás dos olhos teus, disfarçado num sorriso tímido no canto da boca, por um olhar distante. Distante. Mas lá estava ele. O nosso passado. Ali, bem ali. Deixando suas marcas. Queimando e nos consumindo. E eu queria dizer Olhe!, eu queria gritar Ainda está aqui! Aceso!. Eu queria crer que havia algo a ser feito, uma última carta a ser jogada. Mas não, ele já tinha ido. Cedo demais, longe demais e solitário demais. E eu levara tempo demais para perceber que estava sozinha. E que assim permaneceria. Perdida em lembranças, a um passado sôfrego, seus fantasmas e mais alguns versos de minha felicidade não cantada.

...tudo o que poderíamos ter sido.

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